Friday, February 2, 2007

infinito


Hoje escrevo-te com esta estranha sensação de estar a viver num presente eterno.

Eterno por durar há já tanto tempo (ou pelo menos assim parecer...)
Eterno por ser já tão conhecido (apesar de, por vezes, ainda confundir sonhar e viver...)
Eterno por ser, mesmo assim, ainda tão imprevisível...

Hoje escrevo-te perfeitamente consciente da violência das escolhas que têm que ser feitas. Porque sei que toda a escolha é uma renúncia. Toda a decisão é o recusar definitivo de qualquer outra possibilidade.

Hoje escrevo-te, mais uma vez...
Talvez porque hoje eu já saiba que toda a posse implica um renunciar aos objectos que não possuímos.



Começo a concluir
que o bom de existir um cordão invisível
com cordas de material resistente,
é a sua força...
elas não cedem às adversidades..e,
às vezes,
ele dura uma vida.






Atiro a máscara para o chão. (contigo não é difícil...)
Sinceramente, há muito tempo que sei que já não vale a pena.
Não vale a pena usá-la... não consegue esconder os sorrisos que te amam.



Aproxima-se uma data importante ...
Uma decisão que excluiu todas as outras,
A decisão!
Que me fez voltar a SORRIR!


PLIM


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