os passos em volta surgem em silêncio
quando ela se volta do mundo em que adormeceu,
os braços percorrem os lençóis ensonados quando o vazio aquece.
ela tem sempre medo colado à pele,
tatuado no sangue.
receia o lugar que assusta quando a rede se vai embora,
o e depois?
surge gigante na ombreira delineada a contraluz,
quando se apaga o mundo lá fora em centelhas de sombra.
ela sabe que as certezas apontam para o fugaz.
que contos de fadas não têm tradução.
que aposta sem ter como tapar o que será descoberto.
mas atira-se na mesma.
ela gosta de sonhar e...
ninguém a vai parar!
A vida é tão rara.



