Sunday, August 12, 2007

Emoções


The heart is a sleeping beauty and love the only kiss it can't resist.

Even if it's eyes lay open wide, there is a heart that sleeps inside.

And it's to there you must be hastening.

For all hearts dream, they dream only of awakening.


The Million Dollar Hotel

Encantamento, s. m. acto ou efeito de encantar; magia; tentação; maravilha; feitiço, bruxaria. (Do lat. incantamentu-, «id.»).

Encantar, v. tr. causar encanto a; maravilhar; enlevar; seduzir; proceder ao encantamento de; enfeitiçar; refle. maravilhar-se.
Encanto, pessoa ou coisa que agrada muito; fascinação; maravilha.

(E nenhum verso chega... *)



- Vou guardar as tuas mãos na paixão que tenho por ti,
mas não te posso revelar o meu nome,
nem precisas de o saber.
Chama-me o que quiseres,
dá-me um nome para que possamos amarmo-nos.
Aquele que tinha perdi-o no caminho até aqui.
Pertencia a outra paixão,
e já a esqueci.

Dá-me tu um nome para eu poder ficar contigo...

Al Berto


Enternecida.
E perdida no meio de tanto azul...
Rendida.

Apaixonada?

tic tac... tic tac.... tic tac..... tic tac.... tic tac.... tic tac........tic tac......... tic tac....... tic tac.......... tic tac.............

Tuesday, August 7, 2007

A nossa geração



A juventude de hoje, na faixa que vai até aos 20 anos, está perdida. E está perdida porque não conhece os grandes valores que orientaram os que hoje rondam os trinta. O grande choque, entre outros nessa conversa, foi quando lhe falei no Tom Sawyer. "Quem? ", perguntou ele. Quem?! Ele não sabe quem é o Tom Sawyer! Meu Deus... Como é que ele consegue viver com ele mesmo? A própria música: "Tu que andas sempre descalço, Tom Sawyer, junto ao rio a passear, Tom Sawyer, mil amigos deixarás, aqui e além..." era para ele como o hino senegalês cantado em mandarim.

Claro que depois dessa surpresa, ocorreu-me que provavelmente ele não conhece outros ícones da juventude de outrora. O D'Artacão, esse herói canídeo, que estava apaixonado por uma caniche; Sebastien et le Soleil, combatendo os terríveis Olmecs; Galáctica, que acalentava os sonhos dos jovens, com as suas naves triangulares; O Automan, com o seu Lamborghini que dava curvas a noventa graus; O mítico Homem da Atlântida, com o Patrick Duffy e as suas membranas no meio dos dedos; A Super Mulher, heroína que nos prendia à televisão só para a ver mudar de roupa (era às voltas, lembram-se?); O Barco do Amor, queapesar de agora reposto na Sic Radical, não é a mesma coisa. Naquela altura era actual...


E para acabar a lista, a mais clássica de todas as séries, e que marcou mais gente numa só geração :

O Verão Azul. Ora bem, quem não conhece o Verão Azul merece morrer. Quem não chorou com a morte do velho Shanquete, não merece o ar que respira. Quem, meu Deus, não sabe assobiar a música do genérico, não anda cá a fazer nada.

Depois há toda uma série de situações pelas quais estes jovens não passaram, o que os torna fracos: Ele nunca subiu a uma árvore! E pior, nunca caiu de uma (ou se espetou num galinheiro numa bicicleta sem travões, fazia arcos e flechas com varetas de chapéu de chuva, ou espetou um prego no pé ao fazer de herói num prédio em construção, ou malhou de cabeça de um muro a baixo, ou fazia saltos à Rambo numa Ravina, etc….) . É um mole. Ele não viveu a sua infância a sonhar que um dia ia ser duplo de cinema. Ele não se transformava num super-herói quando brincava com os amigos. Ele não fazia guerras de cartuchos, com os canudos que roubávamos nas obras e que depois personalizávamos.

Aliás, para ele é inconcebível que se vá a uma obra. Ele nunca roubou chocolates no Pingo-Doce. O Bate-pé para ele é marcar o ritmo de uma canção.

Confesso, senti-me velho...

Esta juventude de hoje está a crescer à frente de um computador. Tudo bem, por mim estão na boa, mas é que se houver uma situação de perigo real, em que tenham de fugir de algum sítio ou de alguma catástrofe, eles vão ficar à toa, à procura do comando da Playstation e a gritar pela Lara Croft.

Óbvio, nunca caíram quando eram mais novos. Nunca fizeram feridas, nunca andaram a fazer corridas de bicicleta uns contra os outros. Hoje, se um miúdo cai, está pelo menos dois dias no hospital, a levar pontos e fazer exames a possíveis infecções, e depois está dois meses em casa fazer tratamento a uma doença que lhe descobriram por ter caído. Doenças com nomes tipo "Moleculum infanticus", que não existiam antigamente.

No meu tempo, se um gajo dava um malho muitas vezes chamado de "terno" nem via se havia sangue, e se houvesse, não era nada que um bocado de terra espalhada por cima não estancasse.

Eu hoje já nem vejo as mães virem à rua buscar os putos pelas orelhas, porque eles estavam a jogar à bola com os ténis novos. Um gajo na altura aprendia a viver com o perigo. Havia uma hipótese real de se entrar na droga, de se engravidar uma miúda com 14 anos, de apanharmos tétano num prego enferrujado, de se ser raptado quando se apanhava boleia para ir para a praia.


E sabíamos viver com isso. Não estamos cá? Não somos até a geração que possivelmente atinge objectivos maiores com menos idade? E ainda nos chamavam geração "rasca"...
Nós éramos mais a geração "à rasca", isso sim. Sempre à rasca de dinheiro, sempre à rasca para passar de ano, sempre à rasca para entrar na universidade, sempre à rasca para tirar a carta, para o pai emprestar o carro. Agora não falta nada aos putos.

Eu, para ter um mísero Spectrum 48K, tive que pedir à família toda para se juntar e para servir de presente de anos e Natal, tudo junto. Hoje, ele é Playstation, PC, telemóvel, portátil, Gameboy, tudo.

Claro, pede-se a um chavalo de 14 anos para dar uma volta de bicicleta e ele pergunta onde é que se mete a moeda, ou quantos bytes de RAM tem aquela versão da bicicleta.
Com tanta protecção que se quis dar à juventude de hoje, só se conseguiu que 8 em cada dez putos sejam cromos.

Antes, só havia um cromo por turma. Era o totó de óculos, que levava porrada de todos, que não podia jogar à bola e que não tinha namoradas.

É certo que depois veio a ser líder de algum partido, ou gerente de alguma empresa de computadores, mas não curtiu nada.

Eles andem aí!!!!

Artigo de Nuno Markl
Está lindo não está??
É so mesmo identificarem-se e rir com as peripécias da infância... atenção ja tive na altura um Spectrum 128 k + 2 eh eh eh

Wednesday, August 1, 2007

Berardo


Que grande dia...

Uma manhã profissional bastante eficaz... (consegui enviar mais curriculuns hoje que durante os últimos 15 dias! )

Uma tarde com Picasso, Marcel Duchamp, René Magritte, Inês Bernardo, Joan Miró, Francis Bacon, Andy Warhol ... do melhor!

Sensações, recordações, cores, fotografias, vídeos e muita, mas mesma muita imaginação.

A título de curiosidade, colecção de Joe Berardo está avaliada pela leiloeira Christie´s em mais de 300 milhões de euros. Vive-se bem, essa é que é essa!

Para quem esteja interessado em visitar a exposição, lembro que as visitas guiadas são ás 17h nos dias de semana. Hei-de voltar!!!

Fim do dia, uma tal de Dra Evangelista, com um ar simpático e sorriso matreiro, lê uns quantos códigos que para mim mais parecem mandarim, diz que a minha saúde recomenda-se, incluindo o colestrol atenção, e manda-me ir curtir as férias... só por isso vou já já já já este fim de semana!

Vila Nova de 1000 Fontes, Pinny, pais da Pinny, praias, Cherry, aí vamos nós!

Agradeço ao super Amigo que mora "lá em cima" por, sem dúvida, me ter pegado ao colo este tempo todo... e decido festejar!

Nada melhor que terminar a noite em boa companhia, numa esplanada com a lua a iluminar quem passa e ainda, duas bolas de gelado com um super topping e bolachinha a enfeitar... uhm...delicious!

Ele há dias muito bons.....!!!!!!! =)



Um abraço apertado para todos e sigam a sugestão Berardo!